21/07/2009, por Rafael Koelho
What goes on?
Passadas as tempestades na banda, tudo seguia seu rumo natural. Tratando-se de Seven Elevenz, entenda isso por “o que vier, veio”. Nesse caso, sentamos de vez o traseiro no sofá e ficamos no aguardo de shows. Não me lembro de ter marcado mais do que um, em um período de 2 anos, na verdade. Normalmente, outras bandas nos convidavam para tocar, em São Paulo ou interior, o que não nos dava direito de exigir muita coisa, como cachê, por exemplo. Foi o momento em que a cruz e a espada nos apontaram um questionamento: Se todos nossos problemas fossem resolvidos com cachês, para dar aquele pique na banda que ia naturalmente decaindo após quase uma década de parceria, por que não voltar a marcar shows? Era tão simples e imbecial que até parecia que iria dar certo. O problema é que “a cena” havia mudado, pelo menos 80% - exceção às bandas de punk 77 e crust/grindcore que surgiam em proporções geométricas por todo o país. Bandas novas já brigavam pelo seu espaço organizando festivais entre elas (como o Noite sem Choro) e websites, como o Bubblegum Attack, tentavam sintonizar todas em um mesmo balaio, também marcando seus eventos (como o B.A. Fest). Ou seja, nós tînhamos de voltar com tudo, seja para os palcos, seja para o sofá.
Para isso, precisávamos de músicas novas. De preferência, com a mesma pegad de sempre, mas com alguma coisa de novo. Olhamos o fundo dos bolsos, não encontramos nada. Dessa vez, nao teriamos a mamata de um estúdio “classe A”, muito menos uma gravadora para nos ajudar - nessa altura do campeonado, Nick e a Oba! já estavam cagando e andando para nós há muito tempo, e com razão. Não fazendo shows, não se aparece mais tanto. Muito menos se vende cds, coisa que banda alguma consegue fazer desde que o Adriano era craque. Tudo bem que nunca recebemos um tostão da Oba! dos merchandisings que eram vendidos por eles no site e nos shows de outras bandas - peças como bottons, camisetas, e adesivos nunca chegaram a nós. Mesmo com a produção do material sendo 100% da gravadora, acho que faltou diálogo entre as partes para saber como e para onde esse dinheiro ia, mas, passou. Eu mesmo, náo tenho uma camisa sequer disso tudo, nem para usar.
Resolvemos, então, apelar para os amigos. Eu tinha algumas músicas prontas, que já tocava nos shows a bastante tempo, e outras inéditas, em parte, bem diferentes do resto. Ligamos para um punhado de pessoas perguntando sobre estúdios e preços, e acabamos em Osasco, no estúdio onde o Artur, ex-baixista, guitarrista e vocalista do The Sluggs havia trabalhado e gravado as últimas coisas com sua banda. Ele acabou sendo o manager da gravação e o produtor. Fizemos alguns ensaios antes, poucos, mas úteis, e fomos gravar. Levamos pouco mais de 8h para gravar as músicas do “No Colors”. Não por talento, mas por pressa. A grana já estava acabando, voltar de Osasco às 23h é “um pouco” complicado e estávamos cansados. O resultado é que faltaram os backing vocals de quase todas as músicas, alguns gravados posteriormente pelo Artur, sozinho, em sua casa. Outros, simplesmente, inexistem.
Era a hora de colocar em praticas as músicas novas, na internet e nos palcos, a tempo de estarmos afiados para um show na Outs. Dalí, a meta era seguir tocando, cada vez mais, recebendo por isso e voltando a nos divertir durante os shows. Mas não foi o que aconteceu.
Tags: bubblegum attack, noite sem choro, the sluggs, osasco, adriano, tá me ouvindo?
bubblegum attack is dead!
o no colors quebra o substance abuse no aspecto letras. ele tem "rainbow".
xxxxxx
Escreve logo esses capitulos antes q o site acabe hahahaha
B.A. Fest, Bubblefest, tanta faz, hahaha!
Você não falou do celébre Bubblefest! hahaha...
Esse Split me pegou na época mais fodida que podia haver, além disso, queria refazer as mixagens recentemente, mas o Rudá não consegue me devolver os DVDs! hahaha..
Lembrando que a coluna é do tamanho do Romário em virtude do meu estado lamentável.
Faltam mais... 2.
3 no máximo.


