Confiram entrevista com Andrea Manges, vocalista e guitarrista da banda italiana The Manges. Andrea fala um pouco sobre a banda no geral, os dois full-lenghts lançados e até mesmo sobre sua recente passagem pelo Brasil.
Dingbat: Qual é o significado da palavra "Manges"? É alguma expressão em italiano?
Andrea: Não, não é nada em italiano. Você pode considerar isso um sobrenome, mas na verdade, isso apenas soa engraçado e deriva da palavra inglesa "mange", e por isso nomeamos a banda The Manges. Queríamos que soasse como The Ramones. É engraçado, as vezes recebemos cartas de pessoas chamadas Manges, querendo comprar nosso merchandise!
Dingbat: Você pode apontar diferenças entre o álbum "Manges 'r' Good Enough" e o segundo, "Go Down"? Com o lançamento do segundo álbum, houve alguma mudança no som da banda?
Andrea: Nosso primeiro álbum foi um resultado de todo o trabalho realizado nos anos 90. Lançamos diversos 7" e várias músicas, e sentimos que era hora de arriscar um full-lenght com qualidade melhor. Acho que dá pra sentir a paixão e a energia que tínhamos. Com o "Go Down", acho que finalmente encontramos nosso estilo e o manteremos no futuro.
Dingbat: Vocês tem algo pronto para um possível novo álbum?
Andrea: Estivemos conversando sobre o assunto esses dias e em breve começaremos a trabalhar novas músicas. Eu espero muito poder lançar um disco novo em 2009. Tenho que pensar num título para isso e ainda não temos, e sempre pensamos nisso primeiro.
Dingbat: Quando o Richie entrou na banda, trouxe algo de novo ao som?
Andrea: Escolhemos chamar o Richie para tocar conosco porque ele já era um amigo íntimo e estava sempre conosco sempre que tocamos juntos, então eu não senti nenhuma mudança. Ele sempre esteve lá.
Dingbat: A maioria das músicas dos Manges são baseadas em filmes de guerra, como "Nascido Para Matar" e "Resgate do Soldado Ryan". Fale um pouco sobre a influência desses filmes nas letras da banda.
Andrea: Nós somos muito fissurados em cinema, não só filmes de guerra. Haviam milhares de outras referências ao cinema nas nossas músicas. Guerra é o tipo de coisa que gostamos de mencionar mas gostamos de todo tipo de filmes, comédias, ação, ficção científica. Eu acho "Nascido Pra Matar" uma obra prima, mas não gosto muito do "Resgate do Soldado Ryan".
Dingbat: Quem é o dono do Skaletta Rock Club (www.myspace.com/skalettarockclub)? Vocês são apenas bandas convidadas, ou um de vocês gerencia o bar?
Andrea: Nenhum de nós gerencia mais, mas todos nós quatro gerenciamos. Manuel ainda é o quebra-galho da casa, e ainda colamos bastante por lá. Geralmente, só tocamos lá em La Spezia.
Dingbat: Como se sentem sendo a referência do Pop-punk italiano?
Andrea: Mesmo tendo um reconhecimento legal na Itália como banda, não somos tão grandes assim. Muitos fans de punk rock ramônico no mundo todo pensam em nós quando o assunto é Itália, mas tem muitas outras coisas boas também.
Dingbat: Como é a cena Pop-punk italiana?
Andrea: Está grande agora, mas, como em qualquer lugar, você tem bandas pop punk de MTV e bandas conceituadas punks, como eu creio que nós sejamos.
Dingbat: Vocês gravaram diversos Eps e splits com bandas geniais como McRackins e Queers. Como foi gravar com eles?
Andrea: Não gravamos o split junto dos McRackins mas nos encontramos com eles há alguns anos. Quanto aos Queers, passamos um tempo um tempão em turnê com eles e eles são pessoas formidáveis, das quais tenho muita honra de terem feito parte da minha vida.
Dingbat: Na sua opinião, qual é a principal diferença entre o som dos Manges e dos Veterans? Como surgiu a idéia do projeto?
Andrea: Eu admiro muito surf music e sou um fã dos Beach Boys, e então quis lançar esse disco dos Veterans. Claro, os Manges são mais pesados, e todo o "positive vibration" foi colocado no som dos Veterans. Eu quis me divertir de verdade e consegui. Eu estou bastante satisfeito com o CD dos Veterans mas agora estou focado em lançar novas músicas com os Manges.
Dingbat: Qual foi a repercussão que a coletânea "Bubblegum Attack World Compilation", da qual os Manges participaram com três músicas, teve na Itália? Considerando que foi até matéria de zines italianos.
Andrea: Se existe um estilo musical "punk bubblegum", na Itália ele não é muito grande. Mas creio que todos na cena punk rock ouviram falar da coletânea.
Dingbat: Todos sabemos que você, Andrea, esteve no Brasil no começo do ano. Qual é a sua opinião sobre o país? Vocês planejam tocar pra esses lados qualquer dia?
Andrea: Todos vocês sabem, é? Quem? [risos]. Eu só saí de férias com minha namorada no Ceará porque queríamos praia. Mas minha garota ficou doente um bocado de tempo, e tivemos que ficar um tempão em Fortaleza, uma cidade que eu definitivamente não gostei. Também detestei ter que ficar com todos aqueles turistas idiotas italianos. Queria ficar por mais tempo. Não há plano nenhum de tocar no Brasil futuramente. Gostaríamos de tocar em todos os lugares mas somos forçados a escolher, e os EUA vêm sempre em primeiro lugar.
Dingbat: Obrigado por responder à entrevista! Deixe uma mensagem à molecada brasileira!
Andrea: Ciao molecada brasileira, sejam bonzinhos com suas mamães e comam suas verduras. Valeu pela entrevista!
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